Diretor de "Rogue One", Gareth Edwards defende o uso de IA no cinema
- Redação

- 2 de jun.
- 2 min de leitura
Debate sobre o tema cresce em Hollywood à medida em que a tecnologia avança

O cineasta Gareth Edwards, diretor de “Rogue One: Uma História Star Wars”, saiu em defesa do uso de inteligência artificial na produção de filmes durante participação no evento “AI on the Lot”, promovido pela Amazon na Califórnia.
Falando sobre as possibilidades da tecnologia, Edwards afirmou que a IA pode se tornar uma ferramenta tão importante quanto a própria câmera para cineastas.
“Eu não vejo motivo para um diretor não se interessar por isso”, disse. “É claramente uma ferramenta que pode estar no mesmo nível da câmera. Vai ser melhor que CGI.”
O diretor explicou que enxerga a IA principalmente como uma ferramenta de apoio nas fases iniciais do desenvolvimento de um filme, ajudando cineastas a explorar ideias e possibilidades antes do início da produção.
“Ela só é boa para iteração e para descobrir o que o filme deve ser”, afirmou. “E então, quando você descobre isso, você vai lá e começa a fazer o filme do seu jeito.”
Edwards também descreveu a IA de forma curiosa: “Ela não tem gosto nenhum. Mas é um gênio ajudando você. Eu vejo como ter um diretor de segunda unidade que é um bilionário sob efeito de ácido. Ela faz qualquer coisa que você pedir.”
Apesar do entusiasmo, o diretor reconheceu que o futuro da tecnologia ainda é imprevisível. “Não sabemos para onde isso vai”, afirmou. “Qualquer pessoa dizendo que sabe exatamente o que vai acontecer nos próximos cinco anos está mentindo.”
As declarações acontecem em meio a um debate cada vez mais intenso em Hollywood sobre o uso de inteligência artificial no cinema, especialmente após críticas recentes a filmes e documentários que utilizaram imagens geradas por IA.



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